Ir para a página inicial

Topo da página

Alguma poesia

                          
Em meados de 1996 Paulo Franchetti organizou vários rengas através de meio eletrônico. Renga vem a ser um encadeamento de trinta e seis haikais, com a participação de vários autores. Rasgando a neblina é o segundo desses rengas.
                         

Rasgando a neblina

 

1. Rasgando a neblina

Raio de sol ilumina

O Ipê florido

Mary Leiko Fukai Terada

 

2. O orvalho na relva

brilha e se evapora.

Mailde Tripoli

 

3. Cristal que some,

Calor da vida,

O dia cresce.

Ir para o topo da página

Romero Tavares da Silva

 

4. Crianças a se banhar

Na fonte da grande praça

Edson Kenji Iura

 

5. Chove a manhã inteira,

Um pássaro voa...

Acho que ao sol.

Soares Feitosa

 

6. Sementes atiradas

rebentam a terra molhada

Ir para o topo da página

Rosa Clement

 

7. Flores mortas

perpetuam no cimento

o adeus dos amantes

Gaijin-chan

 

8. Um verso "solto na tela" -

chamei-o ao ninho: dorme!

Soares Feitosa

 

9. Manhã de inverno:

os flocos de paina

pesados de água.

Ir para o topo da página

Paulo Franchetti

 

10. Sol de verão ameno,

Inverno Nordestino.

Romero Tavares da Silva

 

11. Chuva estival:

Buquês de flores caídas

Descem pela sarjeta.

Edson Kenji Iura

 

12. Brota na terra da água

Rosa para novo viver.

Ir para o topo da página

Guilherme Bittencourt

 

13. Depois do túnel

vem o azul claro do mar...

ondas a me esperar...

Rosa Clement

 

14. A água fria e as pedras

leve espuma branca

Diogo Monteiro

 

15. Mergulho e retorno

na água mansa e clara

grande luz no céu

Ir para o topo da página

Fernando Albuquerque

 

16. Desce o rio o aguapé

Lá vai um ... lá vai o outro

Mary Leiko Fukai Terada

 

17. O belo peixe foge

levando a isca do anzol.

Alegra-se o pescador.

Mailde Tripoli

 

18. Na dor de um pobre peixe

Minha mágoa que me deixe ...

Ir para o topo da página

Murilo Hallgren

 

19. Árvores n’água

mostrando a seca,

a hora da pesca

Rosa Clement

 

20. Tarde de primavera,

gente colhendo amoras.

mairen@lexxa.com.br

 

21. Friagem do vento,

Dilúvio de um dia só:

Bolinho de arroz.

Ir para o topo da página

surreal@iel.unicamp.br

 

22. Fina névoa paira no ar

A cidade esmaece.

Mary L. F. Terada

 

23. Sinto sereno

o tempo que chega

sol e sol e sol

Fernando Albuquerque

 

24. Ao pôr do sol, brilham imóveis

as longas folhas de capim

Ir para o topo da página

E. Allane

 

25. Na cidadezinha,

as cadeiras na calçada:

- que calor!

Paulo Franchetti

 

26. Do calor do outono ?

Lembro que era azul e voava

Altemar Pontes de Oliveira

 

27. Uma borboleta

entre orquídeas brancas.

Sensação refrescante!

Ir para o topo da página

Mailde Tripoli

 

28. Cocos na longa estrada--

horas alegres

Rosa Clement

 

29. A chuva perdura...

Muda o vento prá sul : sol.

Pitangas maduras !

Guilherme Bittencourt

 

30. Arco-íris no quintal:

aquarela na janela.

Ir para o topo da página

Urhacy Faustino

 

31. De onde vieram tantos?

Sobre o canteiro molhado,

Um bando de pardais.

Paulo Franchetti

 

32. Poças d’água na rua!

Vibram as velhas botas.

Isabel Tonin

 

33. Sob a tarde cinza,

os urubus desenham

lentas espirais.

Ir para o topo da página

Zemaria Pinto

 

34. Um céu de espelhos

reflexos no ar

Eugenio Peixoto

 

35. Patos banhando-se--

espumas cobrem

suas imagens no rio.

Rosa

 

36. A cor ribeirinha

da Primavera

sabe-se flor

Ir para o topo da página

C Alex

   
 

Olhando para o Alto foi o primeiro renga organizado pelo Paulo Franchetti.